Entrevista: Dodô Azevedo e Felipe Schuery

Beleza, exagerei no ‘música de twitter’, mas a celebração do mosaico e da metonímia para qualquer peça de arte/informação/entretenimento é o espírito da coisa nos trabalhos de Dodô e Felipe Schuery. Um não tem nada a ver com o outro, mas são dois primos de primeiro grau da época em que vivemos, em que negar foi superado por incorporar (embed, me add, mix edit, quantas formas de dizer a mesma coisa…)
A conversa foi por e-mail, três perguntas comuns e um perguntando ao outro. O resultado é esse aí de baixo, e se não tiver lido a resenha sobre os discos, ou desce um pouquinho a tela, ou clica aqui.
sm: Ouvindo o trabalho dos dois, e conhecê-los pessoalmente ajuda a reforçar a impressão, permite notar referências claras a um mesmo universo de leituras na internet, a um mesmo conjunto de fontes de informação primeiro musical e em segundo lugar pop. Queria que cada um falasse um pouco da rotina pessoal em relação a internet, sites preferidos, tempo gasto online, principais vícios/hábitos…
D: Acordo, dou beijinho na mulher, faço carinho na gatinha, escovo os dentes, pego o macbook e entro na internet sem culpa. Um laptop conectado 20 horas por dia é o futuro da rotina do cidadão médio. Em 10 anos não haverá mais desktops na casa das pessoas. Twitter e facebook são, hoje, minha 1ª fonte de informação. Se quero me aprofundar, também faço pela net. TV é entretenimento. Tenho hábito de escutar bandas indies novas, só pra me certificar que o rock do séc 21 não vale muita coisa. Portanto, minhas influências musicais são exclusivamente cultura do séc 20. Site preferido: o meu twitter, onde assino os blogs de pessoas bem informadas e sem compromisso com corporações.
FS: Enquanto estou em casa, praticamente o tempo todo o computador está ligado. O óbvio: o skype é meu telefone; o gmail, meu correio; a web, meu jornal, minhas obras de referência, minha televisão, meu som, minha loja, meu livro de receitas, etc. Então não conseguiria te dizer quanto tempo eu fico online, pode ser muito ou pouco, mesmo com o computador sempre ligado. Acesso blogs de música e cultura pop, portais de notícia, sites de fofoca, de literatura. O twitter tem sido uma espécie de sumário, ponto de partida para me informar. Fora de casa me desligo, portabilidade ainda não.
sm: Cada um a seu modo optou por tratar do excesso de informação atual não só tematicamente mas esteticamente. E são dois trabalhos auto-produzidos e auto-publicados. Queria saber se vocês estão mais para a angústia ou para a excitação quando pensam em excesso de informação, e se não acham que o termo “excesso” às vezes se confunde com “repetição”, “distração”, “ruído estático”? Aí junto uma provocação: Será que considerar que há informação demais não é parte da dificuldade do homem em lidar com a dúvida?
FS: Existe nome para angústia misturada com excitação em medidas exatas? Me delicio, aproveito esse banquete de informação, mas não relaxo, os talheres tremem, esbarro no copo, sujo a toalha. Comer muito bacon é bom demais. Essa porra vai entupir minhas artérias. Como eu gosto de fofoca de celebridade e bizarrice. Poderia estar correndo no parque. Ao mesmo tempo em que sempre acho que estou perdendo algo, penso em como seria bom ter perdido muito do que já consumi (isso não acontecia antes, com televisão, jornais e revistas). Faço com culpa. É o que a masturbação foi para o meu pai. No meio dos dilemas, o ato é uma curtição. O problema é mais meu do que da internet, certo?
D: O Alguma Coisinha tem 12 anos de idade, sendo publicado apenas agora. Naquela época, me preocupava com o excesso de informação, vertigem da tecnologia, essas coisas. Era um ingênuo. Nosso cérebro se adapta, sempre se adaptou, mostra a História da Humanidade. Pelo menos essa ingenuidade rendeu ótimas letras. Uma condição para ser um letrista decente é cultivar ingenuidade e tolice no coração. Hoje, não acho que há ruído, diluição ou qualquer conotação ruim em relação ao modo que as informações transitam na internet. Meus alunos, tanto do Ensino Fundamental quanto do Ensino Médio, dão uma lição em nós e matam a bola (essa pretensa “dificuldade do homem em lidar com a dúvida”) no peito com elegância. Ficamos parecendo aqueles matutos do século 19 satanizando a invenção do carro.
sm: Agora uma mais facinha: a primeira analogia que vem à mente em um trabalho como o de cada um de vocês é a do ‘do it yourself’ punk, mas há outras. Penso em beatniks, precisando publicar para se manter afastado de uma loucura/inadequação. Ou em blogueiros criando universos particulares para confrontar sadiamente ego e solidão. Imagino que existam outras. O que há por trás do impulso de cada um em investir na produção de um disco hoje sozinho assim e postá-lo para quem está ao redor?
FS: Foi disco feito para ficar ultrapassado. Desde que comecei a fazer, pensava em ouvi-lo daqui a dez anos, como reunião de croniquetas de uma época. Foi o impulso maior. Mais: o custo do “data crônica” foi a luz que gastamos e as cervejas que bebemos; investi na satisfação entre amigos, no prazer de ver canções de voz e violão transformadas por outros músicos, na sensação de ser produtivo, na distração da rotina, na curiosidade pelo impacto daquilo em outras pessoas.
D: Em uma palavra: sexo.
FS: As músicas do “Alguma coisinha” resultaram do seu fascínio pelo SoundForge, software de gravação de som, e trazem samplers de diversos artistas. O reprocessamento da criação cresceu em progressão geométrica (sabemos que sempre existiu) com a digitalização da informação na música. Para a literatura: recentemente J.D. Salinger entrou na justiça contra a continuação do Apanhador no Campo de Centeio, feita por outro escritor [sueco]. Se existem, quais são as diferenças entre música e literatura no campo de direito autoral e reprocessamento da criação? Sua literatura mudou como resultado do uso de algum software (fazer buscas para eliminar repetição e vícios de linguagem, como exemplo banal)?
D: Quando escrevo um texto jornalístico, ou um artigo, vou no google. Apesar de, para certas referências, acredite, uma boa biblioteca física é incomparável. Exemplo: na Internet não há quase nada sobre a Nouvelle Vague ou sobre Vitrúvio. Quando escrevo um romance, consulto, sempre, os personagens que estão dentro da cabeça. Sampler, mashups, sratch: tudo isso pode ser encontrado na literatura, antes mesmo de se verificar esse assunto na História da Música. A Bíblia é o exemplo definitivo de samplers de lendas orientais, mashups com teologia bizantina, remixes feitos pelos monastérios, remasterizações luteranas. A Biblia é o Paul’s Boutique dos livros. E quem questiona a autoria da Biblia? O que eu quero dizer é que se é bem feito, se funciona, transcende o modo como foi construído. Não vou nem falar de Jorge Luis Borges, cuja obra é só remix e mashup e sampler e remasterização.
D: Agora que a atenção dispensada a audição de uma música é mínima (dar um play no myspace e interromper a canção no meio, conhecer o disco novo de sua banda favorita pelo iPod no metrô a caminho do trabalho), que tipo de importância ela, a Música, tem hoje?
FS: Esse tombo histórico da indústria fonográfica tradicional é acompanhado pelo aumento do consumo de música. E isso não é paradoxal, a relação é direta. Conseguir a gravação do seu artista preferido ou conhecer uma banda nova ficou muito mais fácil, a cliques de distância, e quando não é de graça, não é caro. Música para a nova geração é como água, luz, televisão. Você paga pouco, tem e pronto. É só abrir a torneira, tocar no interruptor, apertar um botão que vem. Essa facilidade, assim como banaliza a audição, multiplica as comunidades em torno de algo musical (uma banda, um festival, uma festa, um blog). Se a atenção dispensada à audição de uma música é mínima, ao mesmo tempo conhecemos mais músicas, ouvimos um número maior de artistas, existem mais galhos, ampliamos o leque de ligações com outras pessoas. Ouvir e compartilhar música é se enturmar. E se somos consumidores, o que vem a reboque? As empresas se apressam para associar sua imagem à música, oferecem o disco novo de um artista embutido no seu produto e investem pesado em novos festivais. Música gravada dá a coceira e a experiência real (os shows) cura a coceira. Dessacralizar a audição nos leva agora a uma escala diferente do encontro, da experiência real. Não é coincidência que hoje temos trocentos Woodstocks pelo mundo, trocentos festivais independentes estabelecidos no Brasil. Música sempre foi liga para comunidades temporárias, redes sociais, virtuais ou reais, mas hoje potencializou-se nesse sentido.
Discos: Alguma Coisinha, Dodô & =data crônica=, Felipe Schuery

O shuffle é do século passado, mas pulou da festinha sem dj para o dedo e a rotina das pessoas depois do ano da odisséia, 2001. Foi a revolução equivalente à do controle remoto para as medições de ibope na tv. Foi aí que acabou a solenidade de um álbum, que se vulgarizou a idéia de música da geração. Estava tudo no fim do século passado, só não estava suficientemente mastigado.
Século passado, século XXI, o que há com essa busca de datas? A procura por uma identidade para quem só sabe o que está acontecendo instintivamente é eterna ou contemporânea? Há algo de fato especial em se jogar tudo nas costas da tecnologia? Ritmo talvez seja uma boa palavra para servir de ponto-de-partida. Para variar, assim como o homem nascido antes da revolução industrial se assustou com a paisagem passando na janela do trem, e assim como Caetano se assustou com tanta notícia em bancas de revista na hora em que batia o vento, está todo mundo sem tempo de alcançar os planos do dia-a-dia. É difícil acreditar em alguém que não deixou passar um filme no cinema, que conseguiu prestar atenção na reportagem inteira da televisão ou que esteja satisfeita com a mesa de cabeceira finalmente sem uma penca de livros empilhados.
E olha que eu não falei de Internet e disco. Não dá pra saber se sempre foi assim, se Rubem Braga foi mesmo insólito ao deixar o mundo de lado para a crônica do passarinho na varanda, mas se uma geração não tem direito à falta de assunto, seja assunto excitado ou assunto angustiado, riso ou tédio, triunfo ou nostalgia, esses somos nós.
Daí Dodô, daí Felipe Schuery. Daí =data crônica=, daí Alguma Coisinha. O século XXI pode ainda não ter regurgitado muita coisa (In Rainbows é ou não é uma unanimidade?), mas o chiclete do que se passou até a Internet fazer bum está na boca das pessoas. Som bom, é disso que eu to falando. Quadril ou bateção de cabeça: na dança o recado fica mais claro, seja ela de pista ou de trânsito casa-trabalho-amigos. Também se dança na frente do computador.
Não há música de geração, qualquer mp3 novo que calhe de ser baixado e compartilhado serve. Tudo é da geração que nunca vai ler um manifesto, mas vai fazer parte da comunidade em quantas redes sociais forem precisas. O ouvido capta os fragmentos e os recombina. O cérebro-chiclete não separa o que é susto do que é diversão, e acha um ritmo para essa generalidade que pode ser chamada de informação, de entretenimento, de cópia digital.
Pra quem não conhece, Dodô é um contador de histórias sem essa frescura de formatos. Tudo que é mídia é válido. Dá aula em escola, é dj, escreve livros, e já comandou um site colaborativo muito antes de alguém vir com o número 2.0. Em Alguma Coisinha, a história que ele conta é em forma de banda. Ex-baterista, o ritmo do disco é levado em samples necessariamente do século passado (faltou dizer que Pessoas Do Século Passado é uma marca própria dele, que batiza uma festa, um livro-disco, um site, um estilo de vida aberto e distraído).
Felipe Schuery é o ex-vocalista do Lasciva Lula e comentarista de Caetano, agora exilado em Londres. Foi revisor de editoras aqui no Rio, colecionador de dicionários, e isso não passa batido em qualquer audição mais atenta de =data crônica=, um disco que não nega a banda Lasciva. O ritmo é dividido entre uma mão direita que dá palhetadas gritadas na guitarra, e a narração articulada além da conta.
Os dois se conheceram – olha a data aí – na gravação de uma demo do Lasciva em 99, que seria lançada em 2000. O expediente de Dodô era em estúdio, na passagem do século. Felipe era estudante de Comunicação. Os dois dividem, cada um em seu trabalho auto-produzido e auto-gravado, uma ambição de acompanhar o andamento dos fatos. O computador é o centro do desejo comum de abraçar um cotidiano que não é televisionado, que o poder de escolher o interesse público não detecta.
Não à toa, a música é a expressão do pensamento dos dois.
Amanhã, bate-papo com os dois.
Já estava na hora do cara descansar.
Poucos aguentariam uma vida tão trágica. Um estranho caso em que o ícone maior de uma indústria inteira também era vítima daquilo tudo que sua genialidade alimentava. Michael nunca suportou o showbizz do qual jamais conseguiu se desvencilhar, seja pela vocação visceral que tinha para aquilo, seja pelo artista genial que era ou porque as pessoas à sua volta nunca permitiram. Aí acima, ao lado de seu grande parceiro, sem deixar de lado sua estranheza no bicho de estimação que portava durante a entrevista.
Que finalmente ele tenha paz.
Para mim, entrevistas são a coisa mais bacana no ofício do jornalista (ou daqueles que se dispõe a contar o que estão vendo aos outros). Entrevistas com artistas são um capítulo a parte e devem ser lidas com um olhar “flexível” por serem sempre difíceis de serem feitas. O livro das supostas melhores entrevistas da Rolling Stone gringa tem me acompanhado nas últimas semanas e até por isso o tema vem passando na minha mente.
Cada um pode ter seus critérios, mas curto quando a entrevista vira um papo generoso e espontâneo, sem virar conversa de cumadre. Essa mínima distância necessária se firma no instante que o interlocutor consegue manter-se como alguém instigante aos seus entrevistados, para que estes se mantenham instigantes aos leitores. Alguns meses atrás, li uma ótima conversa do Bruno Torturra com o Rodrigo Amarante, feita no calor da primeira turnê americana do Little Joy. Torturra soube usar sua aparente proximidade ao entrevistado, somada a um bom contexto e uma ambientação signifiticativa, para que ele pudesse se expôr mais do que em outras chances anteriores que tivera. E forma também é conteúdo, certo?
Ontem recebi e-mail do Thiago Camelo divulgando um papo que ele teve com o Dahmer, que está pra lançar livro novo de seus quadrinhos. A entrevista está no Overmundo. Na conversa, Thiago consegue que Dahmer se mostre como Amarante fez com Torturra. O ato de entrevistar cresce nas mãos desses bons entrevistadores justamente porque eles conseguem mostrar, mesmo pra quem não conhece a obra do “personagem” em questão, que ali há uma pessoa instigada e instigante, como todo artista relevante deve ser.
É papo longo, mais de meia-hora, mas intenso, revelador e muito bem apresentado. Vale muito a pena ver (até o final!).
Disco: Sacos Plásticos, Titãs

Ouvir um novo disco do Titãs hoje, infelizmente, é estar preparado para o pior. A expectativa por invenção e nonsense veio caindo desde o lançamento do Acústico, no fim da década de 90. Arnaldo já estava fora, Marcelo morreu em seguida, e depois foi a vez de Nando sair. Ficaram cinco de oito originais, e a confusão de cabeças diferentes e afinadas perdeu espaço como trunfo número um da banda. Os lançamentos foram sendo batizados com a marca do descartável, ou no mínimo do passageiro: As Dez mais, A Melhor Banda De Todos os Tempos Da Última Semana, Como Estão Vocês? e agora Sacos Plásticos.
Ouvir um novo disco do Titãs, portanto, não é ouvir o disco de uma banda qualquer, ou de uma estreante. E Sacos Plásticos tem a honra e o peso de vir na seqüência da sessão de nostalgia e gargalhada que é A Vida Até Parece Uma Festa, o documentário que perfila um percurso no pique da música que cede o verso do título, Diversão, um dos clássicos dos paulistas. Não há como não confrontar trajetória e momento presente, nem há como não cobrar do Titãs que o disco de agora seja um discão. Ora, fomos criados assim. Discões.
Os dois parágrafos de introdução não são o que parecem: não são uma assoprada antes da mordida. Sacos Plásticos é muito melhor do que o que veio imediatamente antes (não contam os discos ao vivo), e tem altos e baixos. A faixa que batiza o álbum, Sacos Plásticos, mistura duas características tão legais da banda, o inusitado e o sotaque paulista, e fica só devendo contundência por trás da analogia irônica da letra. A volta da programação eletrônica que foi novidade no Brasil dos anos 80 também aparece bem, sem soar velho nem gratuito, na onda de rock quadrado para pista das bandas de capa da NME na Inglaterra. A brincadeira com a década do surgimento do BRock volta em outro dos altos do disco, Múmias, que – de novo – se não é a música definitiva dos Titãs de cinco, pelo menos está bem ao lado da história que quando eram oito. Agora Eu Vou Sonhar não tem sutileza para botar o famoso discurso de Martin Luther King ao fundo enquanto a letra enumera a superação e a esperança, nem estaria na lista de dez mais com tema Obama, mas a pretensão nem parece ser muito por aí. E Ela Não Acaba é legal aos ouvidos, igualmente. De modo geral, Branco Mello está cantando muito bem nas faixas que a ele cabem.
Agora, ouvir Sacos Plásticos não é só contentamento. Porque Eu Sei Que É Amor e Deixa Eu Sangrar, duas baladinhas para tocar nas fms mais insossas, só não estão no topo da lista de baixos do disco porque existe Antes de Você, e a marca letal do produtor. Quando a banda decidiu entregar-se às mãos de Rick Bonadio, no estúdio Midas, o pior se anunciou. O orientador de Mamonas Assassinas e inventor de Dogão ultimamente tem feito uma grana com o hardcore de franja, e o Titãs assume o formato sem culpa nesta faixa. O refrão é de notas longas (nem tão agudas, verdade) e uma melodia paralela ao fundo que em tudo lembra Fresno, NXZero e equivalentes. Não à toa, a letra admite, basta querer entender: “não me lembro como eu era antes de você”. De nada adianta em seguida vir a melhor faixa do disco (a tal Sacos Plásticos do parágrafo anterior).
Não custa lembrar que o disco começa com uma oração roqueira ao deus-dinheiro, daqueles rocks de rebeldia de condomínio. O Titãs, sem surpresa, assume a direção que quer para si, entre manequins prontos a serem vestidos com a roupa da nova estação. E ainda vem com versos óbvios como “problema todo mundo tem/ quem não tem problema?” (essa é da conta do Arnaldo, vejam só), “eu sei que é pra sempre enquanto durar” e “se eu queria uma resposta/ só encontro interrogação”.
Se Sacos Plásticos fosse um disco de estreante, duas músicas como Múmias e a faixa-título seriam o suficiente para se dar atenção ao que a suposta banda teria a dizer mais adiante. Seria promissora par ao crítico generoso. Mas como o disco é do Titãs, aquele da nossa memória e do documentário que recentemente nos refrescou a lembrança, não dá pra aliviar muito. É uma nova decepção.
((Queiram desculpar a lentidão por aqui. Estou sem internet em casa, o que dificulta as coisas. Não esqueci que estou devendo um texto sobre o TV On The Radio no Central Park encharcado, e ainda vem mais…))
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