Esse trabalho começou há um ano. Quem acompanha esse modesto site a mais tempo, pode perceber o envolvimento e interesse do SOBREMUSICA pelas questões ligadas à indústria da música como um todo. Entretenimento e negócios – e a mistura desses dois – sempre foram nossos maiores estímulos. Nesse sentido, temos a sorte de acompanhar o momento mais fértil que o setor já viveu. Mudanças tecnológicas, comportamentais, Napster, YouTube, Second Life… A cada 3 meses, uma nova pancada estimulando a cabeça. Começaram a surgir alguns debates sobre esses temas pelo mundo. Logo, chegaram ao Brasil. Se o formato de debate parece, para muitos, esgotado, o assunto e o dinamismo da mudança nos faziam crer que ainda havia muito a se falar, se discutir, pensar.
Vivendo tudo isso, foi surgindo a CHAPPA e o MÚSICA CHAPPA QUENTE. Além do SOBREMUSICA, estão envolvidas nele a Tecnopop, a Rinoceronte Produções e a Lunuz. Cada uma veio com um histórico diferente, mas com o objetivo em comum de trazer a música para o centro das discussões como negócio viável. Sobretudo no Rio de Janeiro. Bossa Nova, rock, eletrônico, samba, pagode, funk, ska, reggae, hip hop, carnaval…
A chegada dos Jogos Pan-Americanos faz os olhos da cidade voltarem para si. A cultura não pode ser vista só como entretenimento. É também, mas vai além. O Hutúz Rap Festival mostra isso. O AfroReggae também. E o que dizer da Lapa lotada? Muitos outros idem. Além do valor social que a música pode representar numa cidade como o Rio de Janeiro, há ainda o valor econômico. As indústrias criativas já representam cerca de 7% de todo o PIB mundial. Cada vez mais aumentam os investimentos nesses setores. O Fashion Rio e sua Fashion Business já se tornaram fundamentais para a cidade. A música não pode fazer o mesmo por si?
É mirando nisso que damos a largada numa série de ações. O MÚSICA CHAPPA QUENTE será uma série de debates, em ambiente acadêmico (quatro universidades), que vai trazer para o Rio de Janeiro alguns dos principais nomes da atual indústria da música brasileira. Os convites foram feitos à empresários, músicos, jornalistas, publicitários, telefônicas, portais, advogados, professores, empresas públicas e privadas…
Todo mundo que participa da indústria musical de alguma forma está representado. Esse termo – “indústria musical” – é muitas vezes confundido com indústria fonográfica. Talvez porque ao longo da segunda metade do século eles tenham, de fato, se confundido. Mas desde 1996, com o advento do MP3, não se pode mais pensar assim. A indústria fonográfica agora é parte, e não sinônimo de indústria da música. O fonograma se junta ao videoquê, ao videogame, ao celular, ao videoclipe na internet, ao arquivo de áudio, e a uma série de novos formatos para o consumo de música. Pago ou não, regularizado, tudo se abre para discussão. Os independentes cresceram. Não vendem tanto quanto, é verdade. Mas talvez já empreguem mais. Nessa história, quem é mais importante? Os dois. Os três. Os quatro…
Tratando todo mundo de igual pra igual, vão se sentar às mesas de debate nomes como ABPD, Creative Commons, O Globo, Multishow iMúsica, revista Bizz, revista Rolling Stone, BNDES , SEBRAE, ABPod, portal Terra, portal G1, Overmundo, Midsummer Madness, Rádio Janela, C.E.S.A.R, ABRAFIN, ABMI, Paulo André Pires, Fabrício Nobre, Moptop, Berna Ceppas, Autoramas; alguns dos principais jornalistas de musica do Brasil, como Lúcio Ribeiro, Alexandre Matias, Antonio Carlos Miguel, Bruno Natal e Marcelo Ferla; empresários como Léo Feijó, Mauro Benzaquem, André Barcinski; professores como Gisela Castro, Jerome Vonk e André Valle; publicitários como André Eppinghaus; advogados como Sydney Sanches; entre outros que esqueço agora e que já peço desculpas por isso. É muita gente.
Pra ajudar em questões como essa e pra informar muito mais, está no ar o http://www.chappa.com.br/ . Lá, é possível saber todas as informações referentes ao evento. Junto com o amigo e redator de primeira, Fábio Andrade, vamos enchê-lo de conteúdo que mistura música e negócios. Independentemente de vínculos, achamos que esse é um tipo de canal que falta no Brasil.
Aproveitando, pedimos desculpas pelos últimos dias meio capengas do SOBREMUSICA. Parodiando nosso amigo Bruno Natal, quando o site fica meio assim é porque está vindo coisa grande. É o caso. Bem como ele no URBe, e mais tantos outros, vamos nós crescendo a partir de um blog, talvez formando uma geração de qualquer coisa que o tempo poderá dizer. Sinal dos tempos que vivemos e tentamos, modestamente, ajudar a criar.
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Aproveitamos e pedimos ajuda de todos os nossos 14 leitores para divulgar o MÚSICA CHAPPA QUENTE e para se inscreverem no site do evento.
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Alysson
março 14th, 2007 at 10:37
“… ainda não sei se me tornarei um permanente leitor deste Blog … portanto gostei do conteúdo das informações … inclusive estou indo no site do chappa … e vocês estão favoritados aqui também … para constar descobri o blog através de uma matéria no O Globo On Line e também sou músico de uma banda com trabalho independente no Rio de Janeiro …” Forte Abraço !!!