Os três têm força simbólica, mais do que prática. A prática cabe ao sem-graça cinza pálido do cotidiano e na real é ele quem conta. Apesar de serem tão parecidos, juras, promessas e compromisso se diferem nas sutilezas. E são fortes essas sutilezas.

Apesar de isso aqui nunca ter sido um blog-diário, no sentido teen que isso pode ter, cerca de um ano,  um pouco depois da festa de 3 anos do SOBREMUSICA, fiz um post falando da velocidade que vida tinha tomado num determinado mês, da quantidade de novidades e mudanças, e como estava sendo minha dificuldade de lidar com elas, no que diz sentido à administração do tempo. E diante de um mês em que pouco tinha vindo escrever aqui no site, jurei para mim mesmo que iria voltar logo. Não sabia que o turbilhão estava apenas começando.

O Bernardo tocou a bola com muita maestria aqui e não deixou a peteca cair esse tempo todo. Emendando uma série de trabalhos, um mais legal que o outro, o tempo se esvaia e as juras começavam a soar mais como promessas e estas têm uma forte tendência a não serem cumpridas. Ou pelo menos de serem esquecidas sem tanta culpa. E quanto mais trabalho bacana pintava - quase todos relacionados à música - mais o mundo a minha volta tomava a forma desses trabalhos. Minha audição se reduziu a poucos artistas, poucos discos novos, alguns livros na hora de dormir e pouco assunto pra tratar por aqui. O compromisso com o site já estava claramente cambaleante.

Pouco mais de um ano depois, tenho a sensação de que o turbilhão se aproxima do fim. O compromisso, ainda que cambaleante, nunca foi abandonado. A vontade é de pedir licença e voltar devagarzinho.

Saio de férias amanhã com o compromisso de me desconectar completamente durante 25 dias. O texto sobre o disco do Lucas tá pronto na minha cabeça. Há uma entrevista também engatilhada. Chegou o disco da Céu e eu preciso dele para poder ouvir, porque o link do Limewire não esteve no meu desktop nos últimos tempos.  Daqui um mês eu volto com a vida mais no lugar - espero (?) - e uma nova rotina pra começar, sonhando em lhe atribuir cores diferentes ao cinza pálido. Nova rotina é quase um paradoxo, mas é extremamente excitante de imaginar e aguardar por ela.

Hoje é dia de juras, de promessas e de compromisso. Os três têm força simbólica. A prática cabe ao tal quase sempre sem-graça cinza pálido do cotidiano e na real é ele quem conta. Apesar de serem tão parecidos, juras, promessas e compromisso se diferem nas sutilezas. E são fortes essas sutilezas.

Daqui um mês eu tô de volta.