Os nossos antigos parceiros do Binário, frequentadores assiduos dos palcos que armamos nos aniversários do site (alias, o próximo já precisa ser pensado. Sugestões?), vão estar essa noite no palco da Cinematheque lançando um EP-SMD com algumas das faixas que saíram no álbum deles lançado pelo selo inglês Far Out Recordings - que tem um bom olho para música brasileira e mantem em seu catálogo pérolas de gente como The Ipanemas, Azymuth, Dori Caymmi, Antonio Adolfo, Milton Nascimento, Marcos Valle, entre outros

O disquinho tem um repertório curioso e divertido e sucede o vitorioso guerrilherio “Nereida”, que já vendeu mais 4 mil cópias. Acionados por e-mails, os cumpadres Lucas Vasconcellos e Bernardo Palmeira responderam umas perguntinhas sobre o momento da banda e explicaram esse novo EP.

Pavimentando a estrada, levando a sério a diversão, eles seguem…

 

SOBREMUSICA: Depois do Nereida demorou pra pintar a bolachinha nova. Só saiu mesmo por causa do convite da Far Out ou já estava pra rolar?

Lucas Vasconcellos: Estávamos com muitas músicas na época do Nereida. Antes mesmo dele sair já tínhamos esse contato com a FarOut. Pintou a proposta de um disco pra gringa e aí escolhemos, das 20 e poucas músicas, quais seriam pro Nereida e quais seriam pra FarOut.

Foi duro bater o martelo, mas no fim das contas a coisa ficou equilibrada. Aí, no desenrolar da situação, gravamos o Nereida no Pereirão (ex-casa do Bruno, baixista) e lançamos por conta própria pelo selo Bolacha Discos. O gringo, por sua vez, gravou a gente no estúdio Cia dos Técnicos, aqui no Rio, mixou na Tenda da Raposa e levou as sessões pra Londres pra masterizar.

Finalizamos o Nereida antes e botamos na rua (já são 4 mil vendidos!!!).

O disco pela FarOut só ficou pronto no meio do ano passado e só lançou lá (Europa e Japão). Como não conseguimos lançar na íntegra o disco gringo por aqui (não interessou pra FarOut), negociamos a cessão de quatro  fonogramas para lançarmos também pelo Bolacha em formato SMD aqui no Brasil.

Esse compacto é um pedaço do disco gringo.

Bernardo Palmeira: O Nereida tem um conceito de colcha de retalhos do momento que estávamos vivendo como banda, foram diferentes sessões entre o Pereirão (já citado), um estúdio na Barra que eu tava trampando e a casa do Estevão que também serviu para um ou outro registro. Algumas dessas músicas por conta da oportunidade de gravarmos em condições técnicas excelentes no estúdio Cia. dos Técnicos foram escolhidas e ganharam uma versão mais trabalhada, caso de “Ibirapuera”… Também é importante explicar que nesse processo foram dois gringos em contato com a gente, um é o Joe Davis, “mecenas” da música brasileira em Londres e dono da Far Out, mas o verdadeiro responsável pelo registro e sonoridade que o album tem foi o Dave Blinkworth (acho que é assim que escreve o sobrenome, anyway…), engenheiro de som sagaz…

SM: Como é que pintou essa história com o Far Out? 

LV: Tocando na praia a visibilidade é muita. Vitrine boa. Tava o Joe Davis, dono do selo, de férias no Rio, passeando de bike, viu a gente e fez o contato. Gravamos uns tracks e ele levou pra lá, fez dois vinis e ficou de voltar. Voltou e gravamos o disco inteiro, isso no fim de 2006.

BP: Faço minhas as palavras do Lucas…

SM: O repertório escolhido teve a ver com o fato de ser uma encomenda gringa ou isso é indiferente?

LV: Isso é indiferente. Tínhamos várias músicas, dividimos o repertório e nasceram o disco gringo e o Nereida, quase ao mesmo tempo.

BP: É isso…

SM: Vocês tinham (? ainda tem?) o projeto “Tombo na laje”, cuja proposta era a desconstrução de clássicos da música popular e da música brega. Nesse EP, vocês mandaram a vers˜åo de “É tarde demais”, do Raça Negra. Como anda essa brincadeira?

LV: Na real o Tombo da lage fez três ou quatro shows, mas nunca se firmou como projeto efetivamente. Nessa pintou o Bastardos, que também fez uma dúzia de shows e tá meio parado. Esses dois projetos tem em comum essa desconstrução musical de clássicos do brega radiofônico nacional e internacional.

Acho que isso é mais que uma brincadeira, isso (digo da minha parte, Lucas Vasconcellos) é pura admiração. Amo essas músicas que escolhemos pra figurar entre nossas releituras. Gosto mesmo. Escuto Raça Negra em casa, escuto Magal, Benito de Paula, Banda da Loirinha, Sade, Milionário e José Rico, Aviões do Forró, Bruno e Marrone, Carpenters, Ave Sangria, Sorriso Maroto, tanto quanto escuto Astor Piazzola, Eric Satie, Tortoise, Stravisky, Heitor Villa Lobos ou o Tom Jobim, Caetano, Gil, Jorge Ben e Miles Davis. 

BP: Não chamo de brega, acho pejorativo. São clássicos romântico-populares!!!! É a vera!!!!!

SM: O lance de refazer músicas “bregas” andou sendo muito utilizado recentemente por várias bandas. A piada ainda tá valendo? Por que?

LV: Como disse, da nossa parte não é piada, é sério, é admiração. Tá valendo, se a canção for linda, tiver um passado bonito e emocionar.

BP: Quem faz por piada acredita num filão… Nosso caso é de necessidade de expressão emocional!!

SM: O hit “Amor Líquido” tb entrou de novo nesse EP… Qual a intenção nessa repetição? Reler a música ou só porque ia ter uma distribuição na gringa?

LV: Dar aos nosso amigos um novo tratamento dessa música que tem resposta ótima nos shows e aínda faz muito sentido pra gente.

BP: São arranjos distintos, um com beat eletrônico outro com duas bateras, mais guitarras, acredito também na exposição dessas possibilidades, apresentar diferentes lados nossos de uma mesma canção.

SM: Alguma outra pergunta que vocês gostariam que um jornalista em correria e sem criatividade momentânea fizesse a vocês agora? Qual seria a resposta? rsrs…

LV: A pergunta: ” Vocês fazem música por amor ou só pela fama e dinheiro?”"

A resposta seria: “Fazemos música por prescrição médica.”

BP: O que é de fato o colesterol?

Quando se fala em colesterol, logo surge a idéia de problemas de saúde. Mas o que nem todo mundo sabe é que, na verdade, o colesterol é um constituinte essencial do organismo. Seu papel é revestir as membranas das células, favorecendo a troca de substâncias entre elas, além de produzir sais biliares que ajudam na digestão de gorduras e ser matéria-prima de uma série de hormônios. 

Mas, então, de onde vem a fama de vilão? O problema está no desequilíbrio de seu nível de concentração no sangue, que pode ter sérias implicações para a saúde. “Estudos já comprovaram a relação direta entre altos níveis de colesterol e um maior risco de doenças cardiovasculares”, explica o cardiologista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Francisco Fonseca. 

O colesterol é um tipo de gordura produzido naturalmente pelo organismo e que também pode ser adquirido pela ingestão de certos tipos de alimentos. Segundo Fonseca, quanto maior o consumo de gorduras saturadas, maior o risco para a saúde.

Vale explicar que o colesterol é transportado no sangue por duas partículas: a LDL (lipoproteína de baixa intensidade) e a HDL (lipoproteína de alta intensidade), conhecidas como “mau” e “bom” colesterol, respectivamente. A primeira leva o colesterol que será usado nas células para os tecidos e acaba deixando resíduos nas artérias. Já a segunda, é responsável justamente por “limpar” o colesterol que fica depositado.

De acordo com o médico da Unifesp, os riscos do colesterol elevado são potencializados pela associação a outros fatores de risco. “Com a vida moderna, surgiram o sedentarismo, o tabagismo, o estresse e a pressão alta. Tudo isso contribui para modificar quimicamente o colesterol, oxidando o LDL, que passa a ficar depositado na parede das artérias, aumentando o risco de doenças, como a aterosclerose”, destaca o médico. 

Como o colesterol alto geralmente não dá sintomas, o controle de seus níveis por meio de exames de sangue é indispensável. Segundo o cardiologista da Unifesp, um dos caminhos para se evitar surpresas é manter uma alimentação adequada e um estilo de vida saudável, com diminuição ou, se possível, eliminação, dos fatores de risco.

 

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Quem puder, chega lá na Cinemathéque hoje, 21hs, pra conferir o show da rapeize!