- É muito bom ver o Salgueiro campeão com um enredo sobre o tambor, levantando a arquibancada na marra (a Mangueira faz isso por inércia, não vale). Vitória da espontaneidade sobre o coreografado e o técnico.
- A Portela bem que podia se empolgar com o quase segundo lugar deste ano e partir para uma postura mais ousada, menos chapa branca, e sem umas alegorias duvidosas como os carros Pátria Amada e É o Amor, deste ano.
- Blocos grandes como o Cordão do Bola Preta, Simpatia É Quase Amor, Carmelitas, Suvaco de Cristo e Monobloco precisam assumir responsabilidades e arcar com os custos de banheiros químicos. A prefeitura que banque a limpeza e a segurança. Esses blocos de multidões deviam ter, sim, a licença pra desfilar vinculada a uma contrapartida. Afinal, eles vendem ingresso para ensaios e apresentações que se estendem pelo ano, e têm dinheiro até para leques que viram sujeira antes da passagem completa do bloco. O dinheiro de impostos precisa ter outras prioridades, mesmo que dentro do carnaval. Entre elas, aí sim, os blocos médios.
- Qualquer bloco que tenha uma previsão superior a 10 mil foliões, e a secretaria de cultura bem que podia começar a acompanhar isso, deve ser transferido para o Centro. Tradição é tradição, e os blocos de bairro (com mais de, sei lá, dez anos de desfile) podem ficar onde estão. O resto, infelizmente, vai para uma área não-residencial.
- E bloco grande, infelizmente, tem que ser de manhã.
- A cobertura da tv dos desfiles deve ter mais câmera na mão. E quem vai narra tem que tratar o carnaval com mais malícia, aquilo não é para ser assistido como um conjunto de quesitos reunidos.
- A tv também podia transmitir o grupo de Acesso, em vez do carnaval paulista, não?
- O samba do Suvaco de Cristo foi o melhor em muitos anos, compensou praticamente qualquer perrengue a partir da hora em que passa a Pacheco Leão (e o que fazia o funcionário do Ecad com cara de marido no meio do povo, segurando a prancheta com uma ficha não-preenchida colada no peito?).
Conversa com o vocalista do El Mató A Un Policia Motorizado (ARG)
Costurando pra fora 1
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fevereiro 28th, 2009 at 22:57
Concordo plenamente. Blocos de rua com milhares de integrantes devem ter responsabilidades maiores.
Os blocos precisam se organizar mais e coordenar horários para que seja possível circular pela cidade.
Banheiros químicos deve ser prioridade assim como deve haver um acordo entre a direção de cada bloco e seus integrantes para que haja boa educação e respeito ao patrimônio público.
março 1st, 2009 at 17:05
O Paulo Stein transmitiu o grupo de acesso na CNT. Foi engraçado, só falaram sobre futebol. Ainda assim foi melhor que a Glenda
março 2nd, 2009 at 13:00
Sempre surge o argumento de que cobrar alguma coisa dos blocos é transformar o carnaval do Rio no do Salvador. É obrigar o folião a se uniformizar e pular dentro da corda. Eu acho que o carnaval do Rio é que pode influenciar o do Salvador, em alguma medida. E olha o que o Lucas, lá no diginois(.com.br), conta sobre a festa baiana:
Numa enquete feita pelo principal jornal de Salvador na quarta-feira de cinzas, a resposta para a pergunta: “Qual foi o ponto alto do carnaval 2009 em Salvador?”, a resposta que ganhou foi os “60 anos do Afoxé Filhos de Gandhy”. Em segundo lugar ficou “a grande quantidade de trios independentes”, onde não tem corda, nem abadá(…). Em terceiro lugar a “maior diversidade musical”.
março 3rd, 2009 at 14:19
Esse ano foi o começo da mudança do carnaval de Salvador e aqui no Rio foi um marco.Acho que os dois vão se encontrar em estilo e intenção em breve.
SOBREMUSICA | Notas Mentais II
março 11th, 2009 at 16:37
[...] não é por aí, que Rio não é Bahia, que viva a espontaneidade. Bom sinal. Foi tocar no assunto aqui e pingaram comentários no site, e muitos mais no gtalk, na rua, no bar. [...]