- É muito bom ver o Salgueiro campeão com um enredo sobre o tambor, levantando a arquibancada na marra (a Mangueira faz isso por inércia, não vale). Vitória da espontaneidade sobre o coreografado e o técnico.

- A Portela bem que podia se empolgar com o quase segundo lugar deste ano e partir para uma postura mais ousada, menos chapa branca, e sem umas alegorias duvidosas como os carros Pátria Amada e É o Amor, deste ano.

- Blocos grandes como o Cordão do Bola Preta, Simpatia É Quase Amor, Carmelitas, Suvaco de Cristo e Monobloco precisam assumir responsabilidades e arcar com os custos de banheiros químicos. A prefeitura que banque a limpeza e a segurança. Esses blocos de multidões deviam ter, sim, a licença pra desfilar vinculada a uma contrapartida. Afinal, eles vendem ingresso para ensaios e apresentações que se estendem pelo ano, e têm dinheiro até para leques que viram sujeira antes da passagem completa do bloco. O dinheiro de impostos precisa ter outras prioridades, mesmo que dentro do carnaval. Entre elas, aí sim, os blocos médios.

- Qualquer bloco que tenha uma previsão superior a 10 mil foliões, e a secretaria de cultura bem que podia começar a acompanhar isso, deve ser transferido para o Centro. Tradição é tradição, e os blocos de bairro (com mais de, sei lá, dez anos de desfile) podem ficar onde estão. O resto, infelizmente, vai para uma área não-residencial.

- E bloco grande, infelizmente, tem que ser de manhã.

- A cobertura da tv dos desfiles deve ter mais câmera na mão. E quem vai narra tem que tratar o carnaval com mais malícia, aquilo não é para ser assistido como um conjunto de quesitos reunidos.

- A tv também podia transmitir o grupo de Acesso, em vez do carnaval paulista, não?

- O samba do Suvaco de Cristo foi o melhor em muitos anos, compensou praticamente qualquer perrengue a partir da hora em que passa a Pacheco Leão (e o que fazia o funcionário do Ecad com cara de marido no meio do povo, segurando a prancheta com uma ficha não-preenchida colada no peito?).