We are so lucky

fotos: Bruno Maia
Não foi ao Stones? Ok, ok…

Não foi ao U2? Sei como é…

Não foi ao Franz Ferdinand?
Perdeu, pleibói.

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Se tem alguém que acha que a Escócia deve ser fria e esse alguém não viu o show de ontem, vai ficar sem saber o que a gélida Glasgow é capaz de produzir em termos de suores, excitações e calores. Em uma passagem de rock’n roll em estado bruto pela cidade do carnaval, tenho certeza que o Franz Ferdinand fez um dos shows mais especiais da vida deles. Valeu a pena abrir mão do cachê para tocar no Circo Voador. Valeu a pena assisiti-los tocando no Circo Voador.

O que leva uma das principais bandas do mundo a abrir mão do cachê para tocar numa cidade terceiro-mundista? Só o tal do espírito rock’n roll. A mesma resposta poderia ser dada se você perguntasse o que leva um grupo desse tamanho a terminar o show e sair andando pela porta dos fundos do Circo Voador, falando com a galera, dando autógrafos, dizendo que o Rio é “much better than São Paulo”. E a mesma resposta caberia se você se perguntasse o que leva uma banda desse porte a terminar um show e fazer uma horinha na Mem de Sá, vendo o movimento dos bares e decidindo qual seria a próxima parada depois das 2hs da manhã. Dá pra entender agora o que é rock’n roll de verdade?

A banda entrou no palco abrindo mão, em parte, dos figurinos esquisitos. Apenas dois dos integrantes traziam as tais camisas sociais para dentro da calça. E mesmo assim nada de camisa xadrez, demodê. Camisa normal. O negócio era rock. Lá pelas tantas, o sempre engomadinho Alex Kapranos ligou o tal do foda-se, desabotoou a tal camisa e ficou com os peitos de fora. A ‘roupa’ do palco, seguia o mesmo espírito: só um pano com as iniciais FF. Just rocking that!

O FF teve a galera nas mãos (ou fora delas), desde o princípio. O repertório variou em relação aos das últimas apresentações e não teve, por exemplo, Do you want to e Take me out na sequência. Acho que foi até melhor assim, por questão de segurança. Perigava o Circo vir abaixo se isso acontecesse. Separadas, elas brilharam na bocamãospernasolhoseoquemaistivessevivo de 2500 pessoas. Não foram só elas. Walk away, You’re the reason I’m leaving, The dark of the matinée e The Fallen, para ficar no quase-óbvio. O ponto baixo da noite foi a dificuldade de compreensão daquele sotaque escocês carregadíssimo! Além disso, o som nas laterais estava muito ruim. A distribuição do som no Circo Voador, há algum tempo, merece ser revista.

Resistirei a tentação de não comparar o show de ontem com o dos Strokes no ano passado. Mas ter visto essas duas bandas no auge, em momentos tão especiais, faz com que me sinta parte de uma geração privilegiada.

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Quantos “famosos” foram lá, hein?

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E quantos “famosos” na feela, digo, fila, na fila dos que estavam com ingressos de estudantes, hein?

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Tchu tchu tchuri ru ru ru ru…